O que é bullying?
Nos últimos anos muito se tem falado
a respeito de um problema que já afeta a vida de crianças e consequentemente de
futuros adultos há muito tempo, o bullying. A
terminologia bullying
tem sido adotada em vários países como designação para explicar todo tipo de
comportamento agressivo, cruel, intencional e repetitivo inerente às relações
interpessoais. As vítimas são os indivíduos considerados mais fracos e frágeis
dessa relação, transformados em objeto de diversão e prazer por meio de
“brincadeiras” maldosas e intimidadoras. Porém, o que antigamente muitos
chamariam simplesmente de uma “brincadeirinha de mau gosto”, tem ganhado campo
nas discussões e preocupação por parte de pais, profissionais da educação e da
psicologia.
Segundo Cleo Fante, no livro
“Fenômeno Bullying:
como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz”, os atos de bullying entre
alunos apresentam determinadas características comuns:
- Comportamentos deliberados e
danosos, produzidos de forma repetitiva num período prolongado de tempo contra
uma mesma vítima;
- Apresentam uma relação de
desequilíbrio de poder, o que dificulta a defesa da vítima;
- Não há motivos evidentes;
- Acontece de forma direta, por meio
de agressões físicas (bater, chutar, tomar pertences) e verbais (apelidar de
maneira pejorativa e discriminatória, insultar, constranger, humilhar,
assediar, amedrontar);
- De forma indireta, caracteriza-se
pela disseminação de rumores desagradáveis e desqualificantes, visando à
discriminação e exclusão da vítima de seu grupo social.
Consequências do bullying
As vítimas podem não se recuperar dos
traumas sofridos, sendo que nos casos mais graves a consequência pode ser o
suicídio. Entre as consequências do bullying estão:
- Baixa autoestima e Insegurança;
- Isolamento, Medo e Angústia;
- Agressividade e Ansiedade;
- Falta de vontade de ir à escola;
- Dificuldade de concentração e
diminuição do desempenho escolar;
- Mudanças de Humor, choros constantes;
- Insônia;
- Abuso de álcool e drogas;
- Stress;
- Suicídio.
O que a família pode fazer?
Não há receita eficaz de como educar
filhos, pois cada família é um mundo particular com características peculiares.
Mas, apesar dessa constatação, não se pode cruzar os braços e deixar que as
coisas aconteçam, sem que os pais (primeiros responsáveis pela educação e
orientação dos filhos) façam algo a respeito.
A educação pela e para a afetividade
já é um bom começo. O exercício do afeto entre os membros de uma família é
prática primeira de toda educação estruturada, que tem no diálogo o
sustentáculo da relação interpessoal. Além disso, a verdade e a confiabilidade
são os demais elementos necessários nessa relação entre pais e filhos. Os pais
precisam evitar atitudes de autoproteção em demasia, ou de descaso referente
aos filhos. A atenção em dose certa é elementar no processo evolutivo e
formativo do ser humano.
A vítima pode ser classificada,
segundo pesquisadores, em três tipos:
- Vítima típica: é pouco
sociável, possui aspecto físico frágil, coordenação motora deficiente, extrema
sensibilidade, timidez, passividade, submissão, insegurança, baixa autoestima,
alguma dificuldade de aprendizado, ansiedade e aspectos depressivos. Sente
dificuldade de impor-se ao grupo, tanto física quanto verbalmente.
- Vítima provocadora:
refere-se àquela que atrai e provoca reações agressivas. Tenta brigar ou
responder quando é atacada ou insultada. Pode ser hiperativa, inquieta,
dispersiva e ofensora. É, de modo geral, tola, imatura, de costumes irritantes
e quase sempre é responsável por causar tensões no ambiente em que se encontra.
- Vítima agressora: reproduz
os maus-tratos sofridos. Como forma de compensação. Procura outra vítima mais
frágil e comete contra esta todas as agressões sofridas na escola, ou em casa,
transformando o bullying
em um ciclo vicioso.
- O agressor pode ser de ambos
os sexos. Tem caráter violento e perverso, com poder de liderança, obtido por
meio da força e da agressividade. Age sozinho ou em grupo. Geralmente é oriundo
de família desestruturada, em que há parcial ou total ausência de afetividade.
Apresenta aversão às normas; não aceita ser contrariado, é mimado e
desobediente.
- Os espectadores são
alunos que adotam a “lei do silêncio”. Testemunham a tudo, mas não tomam
partido, nem saem em defesa do agredido por medo de serem a próxima vítima.
Também nesse grupo estão alguns alunos que não participam dos ataques, mas
manifestam apoio ao agressor.
AGRESSOR
Na escola
Na escola
- Faz brincadeiras ou gozações, além
de rir de modo desdenhoso e hostil.
- Coloca apelidos ou chama pelo nome
e sobrenome dos colegas, de forma malsoante;
- Insulta, menospreza, ridiculariza,
difama;
- Faz ameaças, dá ordens, domina e
subjuga.
- Incomoda, intimida, empurra,
envolve-se em discussões e desentendimentos;
Em casa
- Apresenta atitude hostil,
desafiante e agressiva com pais e irmãos, chegando a ponto de atemorizá-los sem
levar em conta a idade ou a diferença de força física;
- É habilidoso para sair-se bem em
“situações difíceis”;
- Exterioriza ou tenta exteriorizar
sua autoridade sobre alguém;
Abaixo há um testemunho real
e bastante relevante para este artigo:
A jovem jornalista Ariane Fonseca foi vítima de bullying
entre os 7 e os 11 anos, aproximadamente. De família humilde, morava em uma
cidade do interior de São Paulo, tinha roupas simples e ainda usava um óculos
no estilo "fundo de garrafa".
"Ninguém queria papo comigo, as meninas não me
aceitavam. Esse era um problema que eu tentava compensar estudando, para alguém
me dar atenção de alguma forma. Mas o tiro saiu pela culatra. Os professores
gostavam de mim, mas a situação com os colegas piorou, porque eles achavam que
eu 'puxava saco', queria me sobressair", conta.
Um dos episódios que mais marcou foi quando uma das
meninas mais "patricinhas" do colégio entrou no banheiro, arrancou os
óculos do rosto de Ariane e pisoteou-os, sem motivo algum. Apesar de sofrer com
a situação, ela evitava contar os episódios para os pais com medo de a exclusão
aumentar, pois os pais poderiam levar o problema até a escola.
No entanto, ela não aconselha ninguém a manter
silêncio. Sofrer calado não é a melhor opção, pois muito do que se sofre nesse
período de formação humana ganha maior proporção no futuro. A jovem aconselha a
busca de um profissional e não ter vergonha de falar com os pais.
"Na infância, eu não tinha muita noção do que
isso causaria na minha vida hoje. Por exemplo, eu me cobro demais pelo estudo,
de ser sempre boa, inteligente. Também tenho um certo problema com críticas,
especialmente nos estudos, já que eles foram minha válvula de escape contra o bullying. Se ninguém me via como
'bonitinha', ao menos me viam como a 'inteligente'. Também tenho necessidade de
aceitação por parte das outras pessoas, tanto que muitas vezes desagrado a mim
mesma tentando agradar os outros", explica.
Como vimos, o bullying
traz sérias consequências para a vida futura da criança/adolescente. Há uma
preocupação por parte dos pais e educadores com relação a formação profissional
de seus filhos e alunos, porém, há que se observar como está a vida afetiva
desta criança/adolescente, seus relacionamentos, comportamento, pois a vida
escolar reflete muito do que acontece em seus relacionamentos interpessoais.
É importante lembrar que aqueles que praticam bullying contra seus colegas na escola
poderão, caso não recebam atendimento adequado, levar para a vida adulta o
mesmo comportamento antissocial, adotando atitudes agressivas no seio familiar
(violência doméstica) ou no ambiente de trabalho. Referida prática pode
configurar os tipos penais de injúria, calúnia, difamação, lesão corporal e
racismo.
OBS.: Boa parte deste conteúdo foi encontrado no site Mundo Jovem
minha filha de 7 anos é vítima de bullying, nem a professora , diretora, conselho tutelar e até a própria mãe da menina fizeram nada.
ResponderExcluirbem eu sofro bullying pelos meus amigos pela minha familias e até pelo meus irmãos
ResponderExcluirProcure seus direitos e tenha pulso firme!! mesmo sendo da família isso tem que acabar!!
Excluireu sofro bullying na escola e nas ruas pelos meus colega...
ResponderExcluireu sofro bullying gente isso e feio tá na hora de acaba com isso.....
ResponderExcluir